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João Doria e Rodrigo Maia se reuniram ontem à noite”, diz O Globo.

“O assunto era a construção de uma grande aliança mirando 2022.”
Um candidato que se oponha a Jair Bolsonaro e a Lula tem tudo para se eleger, mas ainda falta encontrar um nome capaz de atrair o eleitorado.

Além de ter representado um abalo na consolidação de uma aliança política de enfrentamento ao presidente Jair Bolsonaro, a eleição do deputado Arthur Lira (PP) para presidente da Câmara dos Deputados deixou o DEM rachado e atingiu indiretamente o governador paulista, João Doria (PSDB), pretendente a antagonizar com Bolsonaro em 2022 junto com Maia.
Maia foi convidado a se filiar ao PSDB, mas ainda não respondeu. Ele ainda tem o PSL e Cidadania como opções.

Quanto ao eleito presidente da Câmara, Lira tem em favor que sua ascensão fortalece o centrão e sua aproximação com o governo, enquanto Doria já se vê obrigado a rever sua estratégia para as eleições, a começar pela ideia de lançar seu vice, Rodrigo Garcia (DEM), como candidato à sua sucessão em São Paulo.

As fissuras dentro do DEM entre a ala governista e a que prega independência do Planalto tornaram mais incerta uma aliança nacional com o PSDB em 2022. Como consequência, aumentou entre os tucanos a pressão para que Doria desista de patrocinar a candidatura de Garcia para dar preferência a um nome do PSDB. Nesse cenário, desponta o nome de Geraldo Alckmin. O ex-governador almoçou com Doria na quarta-feira. Outra opção cotada por tucanos é a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, recentemente convidada para se filiar ao partido. Um terceiro caminho estudado seria convencer Garcia a trocar o DEM pelo PSDB. Essa possibilidade, porém, é mais difícil, já que ele tem o comando do partido em São Paulo e seria apenas mais uma liderança entre os tucanos.

Doria quer usar os arranjos políticos de seu governo para formar a base da aliança de sua candidatura presidencial. DEM, PP, Republicanos e PSD têm mostrado afinidade com o Palácio do Planalto e, ao mesmo tempo, fazem parte da gestão Doria. Nesses partidos, a definição do caminho a ser tomado em 2022 ainda está distante e dependerá de o tucano se mostrar viável.

O dirigente de uma dessas siglas avalia que o governador paulista tem, neste momento, uma rejeição difícil de ser revertida. Segundo essa liderança política, nem um eventual sucesso da vacina CoronaVac “poderá imunizá-lo”. Essa visão não é unânime. Pessoas próximas à direção do PSDB afirmam que a vitória de Doria sobre Bolsonaro ao vacinar a primeira pessoa do país surpreendeu positivamente líderes da sigla. Avaliam ainda que, se o imunizante do Instituto Butantan for usado em larga escala, pode fazer o tucano angariar apoio de outras lideranças. Esta semana, Doria prometeu vacinar toda população de São Paulo até dezembro.


Por oglobo