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BEBÊ NASCE NO CHÃO DE MATERNIDADE DO ESTADO DO TOCANTINS


Uma mulher precisou dar à luz no chão da maior maternidade pública do Tocantins, o Hospital Dona Regina, por falta de leitos disponíveis. O fato aconteceu na madrugada desta segunda-feira (22) e foi relatado por uma pessoa que estava no local acompanhando outra gestante.

A superlotação da maternidade unidade vem acontecendo há pelo menos duas semanas.

"As enfermeiras pegaram um pano, botaram no chão, colocaram a mulher no chão e mandaram ela fazer força para a neném sair. A mulher teve a bebê dela no chão aqui do Dona Regina", relatou o acompanhante, que preferiu não ser identificado.

A Secretaria de Estado da Saúde confirmou a superlotação e disse que tem trabalhado para atender a demanda. Sobre o caso da paciente, a SES confirmou que houve um "episódio de parto normal com rápida evolução". (Veja a nota abaixo)

Nesta terça-feira (23), conforme o portal Integra Saúde, a maternidade tem uma taxa de ocupação de 106%. O local tem capacidade para 124 pacientes, mas atualmente está com 131 internações.



Hospital e Maternidade Dona Regina está superlotado há mais de duas semanas — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Segundo o relato do acompanhante, a paciente ficou cerca de meia hora gritando de dor até receber ajuda. "Ela ficou uma meia hora gritando, entrando em trabalho de parto em uma cadeira, sentada e sozinha. Depois de uma meia hora que ela estava gritando que veio enfermeira ajudar a moça a ter a bebê", disse.

A lotação ocorre tanto no setor de leitos clínicos, quanto na área de UTI Neonatal. Na semana passada, uma recém-nascida morreu 48 horas após ter nascido. A família afirmou que a criança esperava um leito de UTI.

A maternidade Dona Regina é referência, atende Palmas e mais oito municípios. Atualmente, duas ações tramitam na Justiça para resolver a questão de superlotação na UTI, uma de 2015 e a outra de 2019.

O que diz a Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) informou que o Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR) é uma unidade para atendimentos maternos de alta complexidade. Contudo, devido a falta de uma maternidade de baixo risco em Palmas, para partos habituais, realiza o atendimento de gestantes em trabalho de parto normal, sendo comum o atendimento de gestantes que já chegam na Unidade com grande dilatação e no período final de expulsão do bebê.

"A SES esclarece que houve episódio de parto normal com rápida evolução, que foi realizado com o apoio da equipe do hospital. A SES lamenta que situações como esta sejam expostas por leigos, sem a devida explicação do contexto geral do fato ocorrido", diz a nota.

A SES ressalta que nenhuma gestante ou paciente que chega ao Hospital fica sem atendimento. A unidade passa por período de alta demanda, todavia, a SES em conjunto com a rede de Assistência Materna, está buscando soluções para reduzir a demanda do Hospital.