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PREFEITO SAI DE UTI APÓS TRATAMENTO COM CLOROQUINA


Depois de uma semana internado na UTI do Hospital São Luiz em São Caetano do Sul (SP) com diagnóstico de Covid-19, o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Orlando Morando (PSDB), teve melhora e foi levado para um quarto neste domingo, 5.
Um dos 51 casos da doença causada pelo coronavírus na cidade do ABC paulista, Morando teve os primeiros sintomas em 23 de março, testou positivo dois dias depois e dali a mais quatro dias deu entrada na UTI. Ele relata a VEJA ter tido febre, falta de ar e dores intensas pelo corpo durante a internação, que envolveu o uso de cloroquina – com sucesso, segundo o prefeito. Ele pode receber alta ainda nesta segunda-feira, 6.

“Eu perdi paladar e olfato completamente. Não é uma gripezinha, é muito pior que uma pneumonia. Senti muita dor de cabeça, dor nos olhos e dor no corpo, não dava para tocar o couro cabeludo, não dava para pôr a mão na cabeça”, relata o tucano.

O mais cruel dos sintomas e que o fez temer a morte foi a falta de ar. O prefeito, no entanto, não chegou a ser entubado. “Você entra em pânico, quer respirar mais e aí piora. Na terça à noite, eu estava na UTI e não tinha mais ar, me concentrei para tentar respirar o menos possível. Imagina estar respirando em uma sala cheia de fumaça, você tenta puxar o oxigênio e ele não vem. Eu estava com os dois pulmões inflamados, era como estar com o nariz e a boca tampados. Foi a pior sensação que eu vivi na minha vida”, diz.

O tratamento de Morando envolveu a administração de oxigênio, medicação na veia e comprimidos de cloroquina, substância que vem sendo aplicada a pacientes com quadros mais graves de Covid-19. 

O uso do medicamento tem sido defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, embora o Ministério da Saúde pondere haver “poucas evidências sobre o medicamento”. “Comecei a tomar cloroquina na terça-feira (31) e ela claramente colaborou na recuperação. Os médicos avaliaram que o efeito do medicamento foi bastante positivo”, diz o tucano, que ressalta ter recebido a substância dentro do hospital e por orientação de infectologistas.

POR VEJA